Região Central não tem bancos de leite e suporte precisa vir de Rio Grande

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, dados mostram que há falta de suporte para as mães que tem dificuldades para amamentar os filhos. Em toda a região central, por exemplo, não há nenhum banco de leite e o suporte, quando necessário, precisa vir de Rio Grande, que fica a quase 400 quilômetros de distância.

No Hospital Universitário de Santa Maria existe um posto de coleta, que permite que os recém-nascidos internados possam mamar com a ajuda de uma sonda, mas doações de leite para outras crianças não podem ser feitas porque seria necessária uma estrutura mais complexa, que permitisse fazer a pasteurização.

De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde, divulgado nessa semana, somente 38,6% dos bebês brasileiros se alimentam só com o leite materno nos primeiros cincos meses de vida. E são diversos fatores que levam a esse baixo índice. Um deles é a falta de espaços para quem não consegue amamentar. Os bancos de leite são importantes para as mães que tem dificuldades de amamentar os bebês, principalmente os que nascem prematuros.

Conforme levantamento feito pela equipe de reportagem da RBS TV, o Rio Grande do Sul ocupa hoje a 13ª colocação no país em relação ao número de bancos de leite e postos de coleta e é o estado com o menor número da região sul: são nove bancos e um posto.

Nos últimos dez anos, mais de 100 mil bebês receberam leite através de um banco no estado. Muitas mães com bastante leite também fizeram doações, foram 97.305 doadoras.